Antônio Pedro de Souza
A
hora da morte costuma vir rodeada de dúvidas sobre nossa origem e nosso
destino. “De onde viemos e para onde vamos?” são perguntas comuns que nos
surgem à mente sempre que pensamos no assunto “morte”. Longe, porém, das
discussões religiosas e/ou científicas acerca do tema, detalhes financeiros
podem se tornar uma dor de cabeça a mais em um momento tão delicado para as
famílias.
O
processo de sepultamento é caro e, muitas vezes, faltam opções e até mesmo
tempo para pesquisar preços melhores.
Para
se ter uma ideia, existem várias taxas cobradas na hora do sepultamento. A
primeira, é a compra do túmulo. Ela equivale à reserva definitiva do “pedaço de
terra” que vai pertencer à família de quem faleceu a partir daquele momento. Há
ainda a taxa do sepultamento, que equivale aos custos referente à hora do
enterro. Os cemitérios cobram ainda uma taxa de manutenção – geralmente anual –
que varia de acordo com a localidade em que está situada a necrópole.
Outros
fatores podem interferir no preço do sepultamento, como o cemitério ser parque
ou clássico.
Cemitérios
clássicos são aqueles cujos túmulos extrapolam a linha do chão e, muitas vezes
sustentam verdadeiras obras de arte, como imagens santas, esculturas, etc. Como
este tipo de cemitério está ficando raro, geralmente os valores para sepultamento
são mais altos. Caso o cemitério tenha mais de um século, prepare-se para
desembolsar uma grande quantia na hora do enterro.
Mas
não se engane. Os cemitérios-parque, cujos túmulos ficam na linha do chão e a
família que adquire um jazigo pode colocar apenas placas indicativas, sem
elevação, não são tão baratos assim. Já entre cemitérios públicos e privados,
não há tanta diferença de preços. A maior diferença vai ser sentida se a
aquisição for feita para uso imediato ou uso futuro.
Alguém
vai ao cemitério e pede a liberação de um túmulo para o dia seguinte, afinal,
alguém de sua família faleceu. Como o serviço é de última hora e a família não
pode esperar, geralmente os cemitérios cobram um pouco mais caro, e muitas
vezes, até taxas extras das informadas acima. Como tipo de pagamento, muitas
instituições pedem que seja feito à vista. O Cemitério Bosque da Esperança é um
dos exemplos. Localizado às margens da MG-10, entre Belo Horizonte, Santa Luzia
e Vespasiano, o cemitério privado exige que, se o túmulo for para uso imediato,
o pagamento seja feito na hora. Caso a aquisição seja para uso futuro, o
parcelamento é feito em até 36 vezes, com carência de seis meses.
Já
o Cemitério da Paz, localizado na avenida Américo Vespúcio, bairro Caiçaras em
Belo Horizonte, faz o oposto: se for para uso futuro, a aquisição deve ser à vista,
caso seja para uso imediato, a família paga somente as taxas de sepultamento e
locação do jazigo. Depois, tem um prazo para decidir se vai querer ficar com o
túmulo e fazer o pagamento parcelado.
Para
quem está pensando em uma cerimônia de cremação, é bom preparar a carteira
também. Além de não ter opção de escolha, já que em Minas Gerais apenas um
cemitério oferece o serviço, o preço é bem salgado.
Para encerrar, vale a pena citar a canção de Sílvio Brito
“Tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra
morrer...” e, considerando os valores, é alto, muito alto o preço da morte...
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